Aquecedores solares residenciais: uma tendência em crescimento

A atual crise econômica do nosso país levou as pessoas a reverem seus hábitos de consumo. E um dos itens que mais pesa no orçamento é a energia elétrica. Seu custo vem aumentando frequentemente em razão, dentre outros motivos, do baixo volume de chuvas dos últimos anos.

O chuveiro elétrico é responsável por cerca de 35% do consumo de energia elétrica de uma casa. Por outro lado,  o Brasil é o terceiro colocado mundial na utilização de aquecedores solares. E tem potencial para crescer mais.

A grande extensão territorial, as condições climáticas (sol o ano todo) e a ampla existência de matéria-prima para a fabricação dos equipamentos necessários (cobre, silício, alumínio, aço inoxidável) são fatores que podem transformar o país em uma potência no uso da energia solar.

Sendo assim, cada vez mais pessoas estão procurando uma alternativa para o aquecimento de água em suas residências. E o aquecedor solar tem se mostrado a melhor delas. Quer saber por quê?

O aquecedor solar possui um funcionamento muito simples

Coletores coletoras recebem o calor do sol durante o dia. Estas mesmos coletores transferem o calor para a água que está dentro da tubulação, que, por sua vez, é armazenada em um reservatório, pronta para o consumo.

A manutenção também é simples

Basta limpar os coletores a cada seis meses com água e sabão para retirar poeiras e outras sujeiras que possam impedir a plena captação da luz do sol, além de fazer uma drenagem do sistema uma vez por ano.

Seu uso reduz em até 40% o valor da conta de luz

Pode-se dizer que uma família de 5 pessoas consome em média 3.240 kwh de energia elétrica por ano. Se essa mesma família passa a contar com um aquecedor solar em casa, esse consumo cai para 2.400 kwh, o que pode representar uma economia de de R$894,24.

O custo de instalação está cada vez menor

O constante aperfeiçoamento da tecnologia utilizada na fabricação dos equipamentos tornou os aquecedores solares acessíveis para as famílias brasileiras. O retorno do investimento com a economia gerada é de, aproximadamente, dois anos.

Sua utilização se tornará uma exigência legal em todo o país

Em São Paulo, a lei municipal 14.459 estipula que as novas residências que tenham quatro ou mais banheiros, inclusive lavabos, devem contar com sistema de aquecimento solar de água. Já os imóveis com três banheiros devem ser entregues com a infraestrutura para futura instalação do equipamento.

Já o projeto de lei 5733/2009, do Senado Federal, que torna obrigatório o uso de energias alternativas nos sistemas de aquecimento de água nos imóveis de uso coletivo construídos com recursos do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) já foi aprovado pelas Comissões de Desenvolvimento Urbano e de Minas e Energia. Agora, ele, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação, de Constituição e Justiça e de Cidadania.  Ou seja, em breve será lei.

Essa é uma tendência que veio para ficar

Especialistas preveem  que em 2050, 24% do aquecimento de água dos domicílios seja feito usando a energia solar, contra os atuais 5%. A energia elétrica que hoje é utilizada para esse fim poderá ser utilizada para fomentar a produção industrial, por exemplo.

Além disso, essa tecnologia veio para ficar, pois evita a construção de usinas hidrelétricas (e as inundações) e termelétricas e o uso de combustíveis fósseis.  A energia solar não produz poluição durante sua utilização, ou seja, não prejudica o meio ambiente.

Com todas as vantagens listadas acima não dá para deixar de incluir o aquecedor solar no projeto de construção de uma residência, não é verdade?

E você,  já sabe qual é a demanda de água quente de sua família? Já pesquisou o modelo de aquecedor solar mais adequado para o seu lar? Compartilhe conosco, escreva um comentário!

 

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